Antiguidades na Espanha: El Rastro em Madrid

Bem maior do que a Feira da Ladra em Lisboa, Portugal. Estende-se por quadras e quadras do trecho compreendido entre a Porta de Toledo e o bairro La Latina. Funciona todo o domingo e é preciso usá-lo todo caso você queira vê-lo como um todo (eu, particularmente, acho que um dia só não é suficiente, daí a necessidade de focar em um determinado tipo de objeto, como forma de otimizar o tempo).

El Rastro em Madrid

El Rastro - Foto de Alberto Salguero
El Rastro – Foto de Alberto Salguero

Praticamente tudo por lá é setorizado: a locais específicos para coisas novas, para roupas, para utensílios novos, etc. etc. No meu caso, o interesse restringe-se a antiguidades (claro, estão excluídas as quinquilharias e as velharias que não me interessam de forma alguma). Então, a calle Rodas e imediações é o meu destino.

A Espanha é, certamente, um grande deposito de preciosidades mas nem todas estão à venda ou, pelo menos, são “compráveis”. Nesta temporada os preços praticados estão nas alturas e, de certa forma, incompatível com o objeto precificado.

A título de exemplo:

Como meus olhos estão voltados à objetos sacros, o primeiro preço que eu perguntei foi de um sacrário, do século XI (segundo o vendedor e em um primeiro momento, temos que acreditar, uma vez que a boa fé é presumida), à venda pela bagatela de 28 mil euros (e ainda acrescentou “eu posso fazer por …”).

Como eu não me desanimo fácil, fui em frente. É muita coisa (mesmo) esparramada pelas calçadas, dentro das lojas, penduradas nas paredes, no meio da rua, enfim, em todo e qualquer espaço, tem alguma coisa.

Começamos a peregrinação em El Rastro por volta das 9 horas. As 14 horas eu não tinha comprado nada. Pelo óbvio, eu já poderia parar de escrever por aqui. Mas não me dei por vencido. Insisti, e seguimos à caça. Mesmo me considerando com os olhos “treinados” eu não via nada além de quinquilharias e velharias. À certa altura, parei porque minha amiga tinha se interessado por alguns arabescos de bronze, certamente retirados de algum móvel e que compunham um conjunto realmente interessante …

A negociação foi complicada, uma vez que não entendíamos o que o vendedor falava e, principalmente, o preço (ele precisava fazer um esforço descomunal para produzir uma voz praticamente inaudível). Ao final, saímos de lá com os pesadíssimos bronzes. Na sequência, entramos em uma quadra onde o forte era roupas usadas e, uma das lojas, minha amiga se interessou por uma toalha de mesa de linho. Preço: 7 mil euros. Ali terminou nossa incursão por El Rastro.

Em conclusão:

Vale a pena trilhar por El Rastro? Vale, se você gosta de antiguidades. Vale se você quer desfocar de seus objetos de interesse. Vale, se você não quer gastar (missão (quase) impossível quando há milhões de coisas desinteressantes). Vale, se você não tiver coisa melhor para fazer!

El Rastro em Madrid

Site: http://elrastro.org/

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